21 de set de 2007

Considerações I

A nossa impossibilidade de dizer qualquer coisa sem a maldição que há nas aspas humilha nossa capacidade de ver o mundo como ele é ou queira por justiça ser. A linguagem que abraça em seu regaço acolhedor toda realidade humana parece sufocar-nos com seus cuidados, não vivemos mais longe da barra de sua saia. Esta linguagem nos abraça e, ao mesmo tempo, impede-nos a distância de seu possessivo cuidado. Chegamos em frangalhos aos seus pés reconhecendo que sempre foi ali o nosso lugar, como a imagem do Filho Pródigo de Rembrandt. Ter que pagar o tributo pela sua gratidão insere-nos numa relação doentia diante de tudo que maravilhosamente se dê e queira se relacionar conosco.

11 de set de 2007

POSTCARDS II - The rusty hours


At the rush hour when the quotidian mutilates time’s flow he can reside on sound’s space, where the time was locked from the inside, and he resides. Sometimes, when he stretches himself he gets insights in his relaxed mind. At that very minute he thinks how many minutes were lost in the stressful timemill, rusty hours. "I don’t spend time, because time is monument."

4 de set de 2007

POSTCARDS I - The bewitcher of snakes


The bewitcher balances concrete snakes during midsummer and midwinter. Time after time his music aligns himself to the swinging rattlesnake mood. When the world is lit the bewitcher behaves powerfully, he doesn’t hold up life’s order with his minimalist music, but retains colors from different backgrounds.