10 de dez de 2009

Segundo número impresso da Modo de Usar & Co.:




No Rio de Janeiro: 12 de dezembro, às 10 horas,

na Livraria Berinjela, Av. Rio Branco, 185 / loja 10.

Em São Paulo: 15 de dezembro, às 20 horas,
no Bar Balcão, Rua Dr. Melo Alves, 150.

Segundo número impresso da Modo de Usar & Co.:

com traduções para textos de poetas hispano-americanos:
Raúl Zurita, Efraín Barquero e Víctor López, além do espanhol Pedro Casariego Córdoba;

poetas norte-americanos: Gertrude Stein (seu importante "Composition as explanation"), Ezra Pound, George Oppen, Frank O´Hara, John Ashbery, Allen Ginsberg, Richard Brautigan e Mei-mei Berssenbrugge;

poetas alemães: Horst Bienek, Heiner Müller, Rolf Dieter Brinkmann, Odile Kennel, Monika Rinck e Sabine Scho;

autores franceses: Georges Didi-Huberman, Pierre Alferi, Emmanuel Hocquard e Nathalie Quintane;

e, por fim, os poetas japoneses: Yasuhiro Yotsumoto, Kôtarô Takamura e Kiwao Nomura -

apresentados em traduções de Viviana Bosi, Carlito Azevedo, Diogo Kaupatez, Dirceu Villa, Andrea Mateus, entre outros.

Entre os poetas de língua portuguesa, poemas inéditos dos brasileiros
Hilda Machado (1952 - 2007), Ricardo Aleixo, Marcos Siscar, Izabela Leal, Roberto Zular, Felipe Nepomuceno, Gabriel Beckman, Danilo Bueno, Nora Fortunato, Ismar Tirelli Neto, Gregorio Duvivier, Eduardo Jorge, Luiz Coelho, Renato Mazzini, Alice Sant´Anna, Angélica Freitas, Fabiano Calixto, Marília Garcia e Ricardo Domeneck, assim como textos dos portugueses António Franco Alexandre, Nuno Moura, Manuel de Freitas, Ana Paula Inácio e Rogério Rôla.

As ilustrações da revista são de Paulo Stocker.

edição de Angélica Freitas, Fabiano Calixto, Marília Garcia e Ricardo Domeneck, em colaboração com Daniel Chomsky, da Livraria Berinjela (Rio de Janeiro).


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Na mesma ocasião, serão lançados os livros:

Monodrama, de Carlito Azevedo
Mapoteca, de Felipe Nepomuceno
Ambiente, de Walter Gam
e Sons: Arranjo: Garganta, de Ricardo Domeneck,
coeditor da Modo de Usar & Co.

17 de nov de 2009

spiritual

i.
.

o monge evita o fruto da discórdia,

um figo não respeita a quietude

da casca, se arreganha em falatório

e sexo, o abismo em sua amplitude

.

e o desejo de vingança. o sol acende

maçaricos sobre gangues, famílias:

os deuses cozinham suas demências

sobre o lusco-fusco de uma bacia,

.

enquanto o monge descasca laranjas

e se desperdiça ao lembrar da dança

de uma virgem de cachos espiralados,

.

sardas no colo e menta na garganta,

seu peito engasga no rumor do fim

de um desejo entalado de acalanto.

13 de nov de 2009

bunny no bolha

em homenagem ao apagão: blackout!

29 de out de 2009

no fim da tarde

tecelãs desfiam um design,

um pano de fundo pros fatos sombrios,

e a tribo ouve tudo a sangue frio.

o cético aceita no cálculo o valor

da prece. as mulheres trazem listas,

as cartomantes embaralham as hóstias

e os santinhos dos incrédulos,

os ascensoristas investem na bolsa,

o assassino celebra o fim da greve,

mas mesmo assim se demite,

depois de um último trabalho

frustrado, um homem incomum

vence um dia terrível de tédio

munido de um controle remoto

e um castelo de cartas de livros.

28 de out de 2009

crepúsculo

dos dedos se esvaem os níqueis e os anéis,

do rosto se extrai o nexo obscuro dos fatos,

dos desastres e juros se formam as falências,

e se nos bolsos o que sobra é só um punhado

de cizânia e lexotan, não falta o sentimento

de bastante. mesmo que latejem os calos,

me esmaguem o crânio ou se atrase o sedex,

resistirei aos acontecimentos, absorto

e calmo, por ouvir a calvície vicejar

sobre a poltrona de pernas cruzadas.