no último sonho, meus antepassados
circulavam com o melado das colméias.
eretos e submissos, errávamos os alvos
sem motivos e oscilações de mercado.
o sorriso, lagarto, não diluía a promessa
da penugem dos nossos farrapos, mesmo
com uma faca enferrujada, engasgada
no gargalo da esperança sem respaldo.
todos os lados eram aferroados. um mesmo medo,
de estar calado, compartilhavam o negro
e o solo ávido de uma América suburbana
dedilhada nos escalpos refeitos dos familiares.

1 comentários:
Proto-Kanon
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