20 de set de 2010

a porta nos intercala de tão maciça.

nela te aguardam as placas de tártaro

e radiografias, humor de vítima.


se as ofensas coagularam. se espessa

tua palavra pesou minha porra.

se em nosso retrato hesitou o cadáver,

gume de trincar pratos e lançar

escarros: repertório gasto, teus gestos

fraturados. por enquanto, persigo

o ofegante, traço, roço as paredes.

diáspora e cacofonia arqueológica.

poemas constatam corpos pilhados.

ânsia de opor a um par esquecido,

sandálias (carcaças customizadas),

ressalvas. sim, eu exijo sigilo,

rasgo as notas de rodapé, o sussurro.

se ao menos ouvisse vozes, roco,

teu nome difícil seria um eco, aos gritos.

12 de set de 2010

falar por tesouras
como fosse a lição
.
uma escola de aspas