20 de set de 2010

a porta nos intercala de tão maciça.

nela te aguardam as placas de tártaro

e radiografias, humor de vítima.


se as ofensas coagularam. se espessa

tua palavra pesou minha porra.

se em nosso retrato hesitou o cadáver,

gume de trincar pratos e lançar

escarros: repertório gasto, teus gestos

fraturados. por enquanto, persigo

o ofegante, traço, roço as paredes.

diáspora e cacofonia arqueológica.

poemas constatam corpos pilhados.

ânsia de opor a um par esquecido,

sandálias (carcaças customizadas),

ressalvas. sim, eu exijo sigilo,

rasgo as notas de rodapé, o sussurro.

se ao menos ouvisse vozes, roco,

teu nome difícil seria um eco, aos gritos.

3 comentários:

Paulo Henrique Motta disse...

pequena mudança.
dá uma olhada lá
espero q agrade

http://nenhumaborboletaazul.blogspot.com/2009/03/para-luiz-coelho-ontem-ao-abrir-os.html

abs

Paulo Henrique Motta disse...

devo ter no pendrive...

Jonny Owl disse...

As tuas linhas sobrepostas me remeteram aos corpos empilhados na segunda guerra mundial, e isso não fala da qualidade, mas de possíveis direções tomadas pelo teu trabalho, como se possuísse ele uma própria vida...

http://jonny-owl.blogspot.com